Decisão
Navego num mar alterado de escolhas onde cada vaga diante da embarcação minha vida são decisões. Oceanos intermináveis de objectivos indefinidos com rotas improváveis e consequências imprevisíveis. Não e a escolha ou o vazio motivado pela ausência de certezas no futuro que me fazem recolher as velas do viver pois são todos os instantes atravessados que me permitem ser quem sou. No rumo da vida por mim traçado as possibilidades são todas possíveis numa continua redundância textual pontualmente premeditada e bem definida. Todo pode ocorrer mesmo o impossível ou irreal mas há muito que deixei de ter receio. Este termo foi evaporado à muito da listagem das prováveis causas para a calmaria espírito ficar alterado por este tipo de tormenta pois tantas vezes tomei o lugar do sol num lunar esforço para me reerguer. O pavor do indefinido foge a frieza racional com que embarco nas derivas que se deparam no mar da vida que vivo. A quilha da embarcação de quem sou já rasgou muita ondulação bem mais forte que a que se avizinha. Reconheço que por vezes encalhei em culpa própria pois a rota não terá sido bem traçada por mim. Humana condição penso. Toldada a visão de querer ambicionar conquistar o que me falta faz. Os erros de calculo fazem parte da Grande Viagem trazendo mais sabor ao sentido de viver em cada vaga que, em ode triunfal a que o tamanho obriga, tenta o adornar do meu ser ou rasgar as velas da coragem. Tantas tempestades já cruzei. Tantas... Tantas viagens ingratas conheci. Enfrentei sempre de queixo erguido os piores momentos em que dobrei o cabo da boa esperança. Enfrentei mil adamastores. Ganhei experiência concentrada de saber.Ganhei um pouco mais de mim!


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home