sábado, 27 de fevereiro de 2010

Dualidade

O ying e o Yang convivem mim, dividindo o meu espírito entre o céu e o inferno numa separação nem sempre exacta. Sigo pela vida de queixo erguido, de mãos dadas a eles sem lhes guardar rancor dos tropeções que pontualmente, numa regularidade assustadoramente banal, teimam em fazer acontecer, destruindo-me com a luz que por eles é gerada.

Sou um eclipse constante entre o sol e a lua. Em mim degladiam-se sem tréguas as duas luzes que inundam o mundo conferindo-me a complexidade simples de dois pontos antagónicos.

Por vezes sombrio sou... Rude... Cruel... Visceral... Odioso... Outras quantas luminoso... Simpático...  À luz da minha consciência uso o principio do merecer... Quem, apenas quem Eu julgo ser merecedor do melhor de mim tem acesso a tudo o que escondo ao mundo. Penso no entanto qual a minha moralidade em julgar. Quem sou eu para decidir? O argumento de ser dono de mim peca por insuficiente. Apesar de tudo mantenho o caminho por mim traçado.