Rodrigo Abrantes
O dia acordou tomado no abraço envolvente do luto. Constatei que Rodrigo Abrantes, pseudónimo de Eu Mesmo, não despertou do encontro com Morfeu. Numa atitude egoísta exacerbada deixou-se ficar no desconfortável conforto da estagnante inercia portadora de pensamento estéril. Já há alguns dias esta ideia incubava em mim, somente me recusei a admitir a evidencia cruel. Tenho deixado o Rodrigo ligado a maquina da vida do meu pensamento sem o visitar ou demonstrar intenções de o fazer. Vive assim o meu outro Eu na dormência de um sono comatoso perdido nos ventos da minha memoria, esquecido dos sonho que esteve na sua criação. Quis ele, em meu nome, domar a hercúlea tarefa de escrever um livro que retratasse, para mim próprio, a condenação de tudo o que em nos existe. os Nossos sonhos. Os que reconhecemos como perdidos e os que não queremos esquecer jamais. A realidade e o mundo de ilusão onde pontualmente existimos em pleno. As vivências... As experiências... Os sorrisos... Os risos... As lágrimas... O tudo deste todo que fui e faz de mim quem sou. Sinto hoje o luto. A nostalgia que me preenche sabe-me a hipocrisia sórdida. Se me preocupasse sinceramente com a sua existência regularmente o revisitava, obrigando o pensamento a viver omnisciente a sua presença e a sua dor de abandono cheia. Ao invés de manter a verticalidade que considero essencial, preferi, de forma premeditada, calar o seu ser em mim, traindo o meu próprio Eu. Ola Rodrigo Abrantes... Bem-vindo do mundo dos meus sonhos onde tens solto a tua imaginação. O Nosso livro não esta esquecido... Apenas será uma promessa adiada para sempre presente em Nos.
PS: Todas as promessas sao verdades incontronaveis que existem nas margens da vida.
PS: Todas as promessas sao verdades incontronaveis que existem nas margens da vida.


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