sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Perda


Perdi textos. Perdi emoções. Perdi momentos. Perdi. Muito. Escuto agora os gritos de vingança das palavras perdidas num momento de distracção. Gritos roucos. Fortes. Sentidos. Premeditados. Cruéis. Ferem-me...

Silêncio inspiro...

Ferem-me sem perdão... Vejo cada uma das palavras em mim cravadas quais facas rombas que me dilaceram o ser. Perseguem-me. Culpo-me. Tento não pensar. Tento contornar a consciência, que omnipresente me fustiga o espírito numa espiral de culpa sórdida há 48 horas consecutivas. Sucessões intermináveis de instantes de que me agoiram. Vergonha. Vergonha sinto.

Silêncio inspiro...
Pensamento expiro...

Sinto... Em inconsciencia tomei como seguro meu tempo na certeza de uma vitoria rápida numa luta de ganho fácil contra a tecnologia que domino. Perdi. Tento me lembrar de todas as palavras que soltei ao ritmo das emocoes que me invadindo tomaram as muralhas do meu castelo opaco. Impossível. Perda irremediável.

Silêncio inspiro...
Pensamento expiro...
Tormento suspiro...
Criado o erro, com ele viver tenho contrariado na angustia que perdura na realidade que se pinta diante dos meus olhos por saber que no raiar do amanha não reencontrarei tudo o que deixei fugir no tactear inconsciente . Suspiro dormente que calo em cada grito que ouso não soltar

Silêncio inspiro...
Pensamento expiro...
Tormento suspiro...
Em lamento vivo...