Improvável
A morbidez aspera que se encontra encapotada no frio que olvidado regressa ao meu desconforto deixa-me inerte perante quao vã é a minha vontade. Resisto aos pensamentos de tudo o que tenho de fazer e do pouco tempo. Como odeio vaguear no gaguejar continuo dos ponteiros. Dia noite noite dia. Ciclos continuos na perdicao obscura de uma caixa de luz arificial iluminada. Pelo menos no breu profundo da noite amiga não vejo a realidade indesmentivel. Uma simples marioneta sou eu preso por arames que me rasgam profundamente o espirito a cada puxao subito e brutalmente forçado num palco com o publico indiferente dos meus sonhos no lado oposto ao meu. Mostro escondendo. Escondo mostrando. O Tudo. O Nada. O saber. A vontade. O querer. O acreditar. O ser. Sustenho a respiracao num suspiro que recuso dar. De olhos vidrados enfrento cada um. Leio cada uma das expressoes. Calo a raiva. Tomado pela a assertividade falsa, sorrio de uma forma educadamente diplomatica. Ahhh... Como os meus olhos massacram a assistencia irreal com todas as consideracoes arrasadoras que reconheco não serem dignos de ouvir. Mantenho a postura. Mas sei que o meu olhar esta iluminado agora fogo puro da raiva, que incontida arrasa cada um. Vejo como se prostam em sinal de respeito. Abro os olhos. Ainda não cheguei a casa. Apenas adormeci num sonho improvavel.


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