Ideias
Como é bom esquecer o tempo. Ganhar tempo perdendo-o em mil pensamentos inconscientes, sem origem nem destino, em torno de uma ideia inicial ausente. Deixar a imaginação correr com o movimento estático de tudo o que se perfila diante dos olhos inquiridores. Tudo e pensamento. O nada exige de si tudo. Quando em nada pensamos, estamos no fundo a meditar, mas o nosso nível de concentração e tal que não dispensamos uma transmissão neuronal na memorização dessa ideia. Esse instante onde nos deparamos com esse nosso "nada" e o momento mais perfeito e simbiótico que podemos ter com o nosso espirito. Confio cegamente na incerta certeza de que as nossas melhores ideias são aquelas que não nos lembramos. Essas sim são as mais puras e verdadeiras sendo a sacralidade máxima que as abraça numa aura mística superior, demasiado sincera para ser manchada pelo espírito corrompido que nos sufoca.


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