sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Criticas

Algo de errado se passa. Tudo e rotulado. Se me queixo estou-me a vitimizar se me calo sou conformista se protesto sou bruto se emociono sou fraco se não confio sou idiota se confio sou estúpido... Tudo... Tudo que possa dizer rotulado é com um epitáfio de descrença e elevado à enésima potência do negativismo da critica ignorante. Porquê? Serei eu? Estarei a ver tudo de forma errada? Apenas os outros podem desabafar e protestar todos os infortúnios com a força plena da sua verdade? Este tipo de altitude tem o sabor de dogmatismo requentado no lume da opinião própria da cegueira ditatorial. A verdade pode ser algo subjectiva. A perspectiva com que abordamos uma situação e variável pelos olhos de quem a vê... Uns podem concordar tal como outros têm o direito de aplicar os ditames da dúvida socrática, apresentando a sua versão dos factos. Chama-se a isso individualidade. E todos temos o direito de expressar a nossa insatisfação para com algo pela liberdade que consagrada esta na nossa existência individual em sociedade plural. Mas... Porque me criticam então constantemente? Não tenho direito a opinião? Ao desagrado? A queixa? A tristeza? Ao sorriso? Que sobra? Em cada palavra me sinto mais deslocado de uma civilização egoísta e egocêntrica. Não me admira pois que cada vez mais as pessoas vivam em função dos objectivos individuais. As pessoas vivem apenas a sua verdade, sendo todo o resto as reminiscências evidentes da surdez de uma consciência colectiva condenada a desaparecer. Antes dizia-mos respeitar para ser respeitado... Actualmente degeneramos numa regressão imposta de desrespeitar para ser respeitado. Criticando os outros, arrastando tudo em sua volta para critica destrutiva apenas alimentamos o nosso ego com um visível esboço de um sorriso de inumanidade.