quarta-feira, 5 de maio de 2010

Impregnados

Persisto na insistência das palavras que escuto de gritos que em surdina me segredados são a alta voz. A consciência ainda dormente da noite tece suas próprias considerações sobre a pedra basilar sobre a qual alicercei meu querer. A destruição, num lento e premeditado trabalho de sapa, do ponto mais fulcral que de apoio a alavanca do meu ser servia e por demais evidente. Fechei-me entre paredes invisíveis sem qualquer saída de um rosto fechado que ostenta um sorriso que tantas vezes não é sentido. Procuro dominar a cadencia de pensamentos inquietos em culpas impregnados. Procuro... Procuro calar a revolta que sinto em mim.