Resumo
Revejo o decorrer de linhas passas no transcorrer leve do tempo. Minhas palavras mudaram. Perdi o traço fino onde recortava meu dia a dia de forma inspirada em detrimento do grosseiro, disforme, primário, áspero, onde sinto, à distancia de semanas já passadas à muito, a rugosidade medíocre de um decaimento. Perdi o rasto às cores numa apatia atípica para a grandeza que outrora julgava minha. Perdi o tom inexistente dos sonhos que um dia ambicionei alcançar tomando o céu proibido como limites físicos da minha tela. As pinceladas de meu ser perderam o nexo e a rima numa fuga que imperceptível fui adormecendo de indiferença. Resumo minha raiva em torno de mim sentando minha cegueira to trono da culpa solitária, oferecendo meu ser a todas as ilações que me tormenta o tempestivo existir. Recuso a culpa argumentando, num contra senso sólido, a negação da minha inocência... Refuto em defesa própria afirmando minha não culpa nas provas que deixei fugir por imaturidade pueril. O silêncio solarengo do ridículo acorda-me para a realidade dos factos. Julgo-me ainda perdido nas culpas do tempo que deixei perder em mim.


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