terça-feira, 25 de maio de 2010

Destino(s)

As melhores viagens são as que não têm destino

Penso na importância de tudo ter de fazer sentido. Qual o sentido de algo ter sentido? Porque definimos algo. Objectivos? Criamos objectivos de vida... Metas... Obrigamo-nos a cumprir o que desejamos nos próprios. A tudo impomos ter um fim pela obrigação fim em si. Desiludidos ficamos por não chegarmos a essa linha imaginaria de vitoria, numa queda livre de desespero. Quantificamos a satisfação. A paixão. O amor... O desejo... A alegria... Tudo... Tudo medimos. Tudo queremos... Necessitamos do querer... Temos em nossas veias a dependência dessa toxina. Iluminados pelo receio do desconhecido caminhamos quais espectros sem alma... Não fujo à humana condição.. Também busco algo... Mas... Não desprezo a espera entre destinos. Sinto-me suspenso mas consciente. Como se vivesse uma hibernação contemplativa.  Uma vegetação imposta pela deslocação do tempo onde tudo me interessa. Onde tudo e único, mesmo a repetição de uma mesma paisagem ou viagem torna-se uma novidade plena de mistério... Ideias... Estímulos... A realidade e que quantas vezes criamos metas mas esquecemos que a vida e o caminho entre o inicio e o destino da viagem. Esquecemos-nos de viver... Que o sentido de ser de cada vivência e na chegada ao destino lembrar o que passou. Guarda-lo... Tatuar todas as palavras contidas na pele do nosso ser... Gravar cada fotograma na eternidade da memoria. Chegar ao fim e poder dizer... "eu vivi tudo em mim"