sexta-feira, 14 de maio de 2010

Acarinho

Para que fantasiar se os meus castelos de palavras feitas são... Para que construí-los se na aragem do pensamento são arrasados? Hercúlea tarefa que me afoga nos agoiros da impossibilidade de atingir o éden que vislumbro sempre demasiado longe. Não me apetece escrever mas vou escrevendo. Não me apetece pensar mas vou pensando. Não me apetece sentir mas vou sentindo. Não me apetece ser mas vou sendo... Vou?... Irei? Para onde? Para onde me eleva o voo que em minhas asas liberto ao sabor de um vendaval só meu?... As faces lividas de vida das pessoas que me circundam assustam-me... Temo ficar igual... Perder a visão... A magia... Deixar esta maldição que acarinho por vezes com desprezo e tornar-me um vulgar mortal... Receio a insignificância da consciência tomar conta de mim.