Ferida
Exaltado sou acometido pela cegueira... Tudo se desvanece pereante meus olhos numa desambiguidade cinica. O duelo que consciente vivo na dualidade vivida entre a realidade e a ilusao toma o desfecho que mais me desagrada. Na nevoa de um ficcional cheiro ocre de polvora queimado, sinto no meu espirito as consequências do disparo. Ferida de morte sinto tomba a ilusao nao fundo de mim. Tomo-a em meus bracos...
Envolvo-a no manto do em meu ser... Enquanto sinto sua respiracao ofegante em minha, escuto serem-me segredados, entre labios irreais sorridentes de sentidos suspiros, mil palavras sem razao ou encadeamento aparente. Acordo... Disperto para as cores reais cuja tonalidade desprezo pela inconsistencia que em mim refletem. O verde deixou de ter vida... O cinzento e as multiplas gradacoes ja nao vivem reclusas de palavra esperanca... Tudo deixa de fazer sentido num cerrar de olhos que deixaram de ver... Na escrita savadora destilo a raiva... Purgo de mim o que nao quero viver... Revejo motivos... Sujeitos substantivis e adjectivos.
Significados... Significantes insignificantes... Numa musica que me soa distante cercado pelos rostos deconhecidos de todos os dias reabro os olhos tocado pelos murmurios exalados pelo vento em revolta. Num
reascimento improvavel sinto a salvacao... Acordo com o sorriso da ilusão viva em mim.
Significados... Significantes insignificantes... Numa musica que me soa distante cercado pelos rostos deconhecidos de todos os dias reabro os olhos tocado pelos murmurios exalados pelo vento em revolta. Num
reascimento improvavel sinto a salvacao... Acordo com o sorriso da ilusão viva em mim.


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home