Azul
Paro... Refracta-se o pensamento no silêncio que não escuto. O ruído das conversas paralelas de sorrisos de circunstância apodera-se do tempo e do espaço... Cercado, fecho os olhos. O Tento não ouvir. Mas cada fracção do todo se mistura numa amalgama distorcida... Humana... Mecânica... A origem natural é obliterada no vazio da indiferença. Deparo-me com a indigna dignidade de resumir num saco azul tudo o que resta de alguém a quem vida se evaporou. Ao alcatrão, junto ao lancil de um passeio, se condena a humanidade perdida de um ser em cujo sorriso já existiu vida...


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