Cavernoso
No fundo longínquo da caverna obscura onde resguardo meus pensamentos sinto a subsidência tardia à tanto anunciada. Nova Sonata componho, em palavras mentalmente organizadas, dispersa numa Operetta constituída por um único acto que se resume pensar. Ecos que vivem per si num imaginário demasiado ilusório para assumarem-se à janela da realidade onde vou transitando na misericórdia de um amanhecer diário. Nada é real na luz que raia ao fim da noite. Tudo surge tocado pela sombra negra da inverdade luminosa. Inverossímil... Moldado pela vontade da fuga as trevas onde a verdade mas pura se encontra o mundo desperta para a sua necessidade de falsas verdades, que ímpias corrompem meu olhar. A cegueira crava as suas garras sobre o descontentamento, apoderando-se do desejo de felicidade, maquilhando-o com as suas cores corrompidas. Eu... Aguardo... Eu aguardo pelo nocturno silencio que tudo invade de redenção para poder sentir plenamente as notas que hoje decidiram soar em mim.


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