Promessas
Penso em que fazia à um ano atrás... No dilema que me consumia as horas e a razão. A culpa.... A culpa que me derretia todos os princípios mais básicos que devo obedecer. O sentir-me culpado das mentiras de alguém que sobre mim impostas vinham troando bem fundo nas emoções, esfumando qualquer hipótese de quebrar o ciclo. Cedia a lágrimas, que evito pensar em fingidas e assim passava pela vida sem possibilidade de nada fazer. Corroído pela responsabilidade de algo que em mim não fazia sentido de ser, continuando a ostentar um sorriso triste esquecido da felicidade. Omitia o sentir que em meu peito me iluminava. A pouca coisa que aquecia a frieza que meu ser padecia nesse olhar que pontualmente com o meu cruzava. Vibravam mil ecos de felicidade em minha alma no som da sua voz. Mas omitia. Calava. Consentia. Mais forte que um sentimento o peso das minhas promessas falava mais alto. Mesmo sem encontrar em mim sentido de o serem. Ou a obrigação de as cumprir... Mas cumpria... Cumpri... Calei... Menti-me... Tentei... Às vezes questiono-me sobre o que realmente são as promessas... Se merecem a força que em mim têm... Se a natureza mesquinha que geralmente torna as pessoas fúteis merece a minha Promessa.... A minha Palavra de Honra.... Se as promessas tanto são em mim, porque as mantenho mesmo quando outrem não é digno da minha verdade. Porquê? Para quê? Serei assim tão cego? Serei assim tão surdo? Porque aceito o inaceitável? Porque acredito no inacreditável? Gostava... Gostava de tentar ser diferente. Gostava de mudar. Queria ser indiferente. Queria ser dono de mim. Controlar meu ser em vez de deixar que a consciência das promessas gerissem friamente esta vida em mim.


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