segunda-feira, 22 de março de 2010

Desculpa

O meu tempo de ontem vive agora na penumbra da culpa. Luminescência de alta frequência que me ilumina a consciência do peso insuportável da promessa quebrada. Vulgar memorizar que único se torna. Falso. Prometendo o que não podia aferir como possível. Falível na passível impossibilidade do todo que disse sabendo do possível nada. Nado no tracejado invisível das letras da palavra vergonha. Promessa... Promessas velada que levada pelo meu fraco aproveitamento do dia em minha falta de empenho. Ocupo-me em mim. Preocupo-me em manter o vicio de dedilhar com um frenesim sequioso as teclas sem o saber. Irrequieto pela incondicional condição de não ter feito o que prometi. De nada valem minhas palavras que o peso da sua medida mal tomada toma numa balança que nada mais mede que a questionável incerteza que julguei certa. Consumo os meus pensamentos na demanda de um elixir salvador do veneno infame que percorre meu ser. Inflado pela sombra de quem já fui, repenso constantemente sem saber sequer se em algo mais quero pensar. Sem desculpa, a culpa que vibra em fase oposta as ideias, matando-as à nascença enegrece a noite com o brilho vingativo de um sol rancoroso. Crença minha de culpar o tempo sem ter tempo. Sem perdão. Desculpa-me Eu... Eu Mesmo falhei em mim!