Esperança
Penso que a palavra esperança foi deixada à porta do meu ser. Consigo ver sua presença. Sinto sua proximidade mas mais que isso não me é permitido ter. Negado a mim está de a esperança fazer parte do meu vocabulário. Termo proibido. Censurado. Talvez por isso que a felicidade mais não seja que uma tremula vela que em vão tento manter acesa, protegendo sua luz ténue com ambas as mãos da minha vontade em realiza-la. Admiro com hipnótica admiração o calor de uma suavidade divina que emana, envolvendo-me, aquecendo minha alma do frio que se mantém em torno de mim. Embalo meu pensamento no crepitar sincero que insiste, de desencontro em desencontro, fazer ouvir o seu rugido, meramente quantificável no silêncio que me rodeia, qual presença indelével de todos os instantes que da memória não quero que se apartem. Com as palavras desenho a esperança que tenho dentro de mim.


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