Imagens
Questiono-me se será sorte. Questiono-me... O porquê da minha imaginação criar imagens palpáveis multicolores que se espraiam em mim. Sei racionalmente que não existem... Que são fruto do meu pensamento. Que de volátil vapor inexistente realmente são feitas. Hologramas neuronais de um sentimento verdadeiro alicerçadas... Mas... A minha emoção, com todo o saber que a razão desconhece, faz-me sentir tudo como se real fosse. Todos os meus sentidos despertos são para o sentir que se avizinha a cada pensamento de ti. Tudo sinto. Tudo. Não apenas uma etérea presença ou uma mera sensação de que a meu lado estas. Irrealmente real é em mim o teu abraço. O odor do teu cabelo ainda molhado quando sais do banho... O toque húmido que sinto quando minha mão por ele passo. O vapor sublime da tua respiração em meu pescoço... O toque subtil com que roças teus lábios na minha pele na descoberta de mais um beijo... Tantas sensações sinto. Tento descrever com palavras que não tenho todas as imagens reais de nos dois juntos numa cumplicidade única... O omnipresente calor ténue da tua pele a centímetros de mim... O teu sorriso... O teu olhar. Não consigo. Falta-me o génio. Sinto que teu ser em mim existe. Que és real. Consigo te tocar. Beijar... Ver teus lábios trémulos de sentir contidos. Mas nas ilusórias imagens que reais são em mim ilusões vagas não crio. Não alimento fantasmas do amanhã que nunca virá. Consciência sempre presente tenho que não haverá um nós onde apenas existe um eu e um tu distantes... Unidos por este meu ser imprefeito onde à luz da imaginação tudo vejo. Tudo sinto... Tudo sou. Onde a minha vida toma as cores que só em mim existem esquecidas.


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