sábado, 25 de julho de 2009

Sentir

Pergunto ao vento que a intimidade de todos conhece o que será verdadeiramente sentir. A razão fria na nortada quente que se faz sentir leva-me a uma conclusão insípida. Uma mera resposta fisiológica a um determinado comando neurológico. Substancias químicas que libertamos no nosso sangue quando os nosso neurónios são estimulados por algo... Rejeito. Rejeito a pagã conclusão ,e me é dita. Heresia sinistra e imperdoável! Infernal... Mas... Um cunho de verdade existe na triste observação. Nada mais somos que um aglutinado de átomos e moléculas unidas quimicamente em ligações mais ou menos fortes... Continuo a rejeitar... Nego! Renego a verdade! Rasgo a realidade que meus olhos registam a cada milionésimo de segundo... Que é sentir? Será amar... Será sofrer... Recear... Não temer... Questiono... Indago meu ser para onde vão as memorias e as sensações. Perder-se-ão? Desaparecerão comigo na ultima exalação do fim da minha terrena matéria? Ambiciono o impossível... Suspiro para que se tornem uma memória universal omnisciente... Única... de todos os que se encontrem emersos na cegueira da razão! Mas quem sou eu? Que sou eu? terei eu o direito de pedir o inalcansável? Resignado, perpetua insatisfação sinto por não querer nunca sempre me perder por quem sinto.