Esquecido

Refugiu-me do sol das palavras caminhando na sombra de mim. Transparente a toda a luz de vida portadora insisto em seguir algo desconhecendo o destino. Abandonado à brisa passageira da sorte perdida de tempos passados que procuro não esquecer. Peço à tristeza que ao invés de sobre mim pairar, se entranhe e preencha meu espírito, para que na intimidade de meu ser minha companheira se torne também. Desejo que me conheça o palpitar da emoção. A visão que tenho de quem é. Não a renego. Não a odeio. Faz parte de quem eu sou... acompanhou meu crescer de desilusão em desilusão, mas sempre a distância. Talvez por vergonha sentir da sua acção sobre meu pensamento e meu agir. Não a esquço... Nem a quero esquecer.... No entanto esquecido estou do que não esqueci. Até quando? Não procuro os motivos que não faltam, mas retenho um que me assiste. Por pouco destro de mãos ser, vicariante sentido passou para as palavras onde (sobre)vivo. Mas agora , esquecido de quem sou, sinto falta das palavras que me faltam por não existirem em mim.


1 Comments:
Como sempre... belíssimo! :)
Enviar um comentário
<< Home