Cresci...
Gostava que o meu ser tivesse os alicerces acentes na genealidade. Conseguir observar o mundo como ele realmente é muito para lá da realidade a que somos programados devido ás barreiras do pensamento que nos são impostas. Desenhar o mundo com as minhas formas e pintá-lo com as minhas cores na tela da vida que nos escapa na eterna fluidez do quinto elemento o tempo. Mas enquanto pagão resignado apenas posso comtemplar a visão dos outros. Admiro Dali. A visão surrealista que conseguia imprimir a tudo o que pintava coloca-o acima do comum dos mortais. Foi o único a conseguir captar a fluidez do tempo... Dar um cunho de real a algo que nos oprime e cerca. Mas fez mais... Muito mais. Todas as imagens iconográficas do tempo mais ou menos brutais pecam por uma simelaridade desinspirada. A fuga a todos os conceitos possíveis e imaginários de quem vê com os olhos do sentimento. A mim resta-me pensar que quando era criança tinha na minha imaginação uma companheira que me ajudava a criar o que sentia que não existia. Desenhava. Perdi essa capacidade. Deixei de pintar ou decorar salas de aula com anjos negros de papel de feltro. Cresci. Resta-me tentar pintar com palavras o esquecimento de tudo o que tenho presente em mim.


5 Comments:
"Resta-me tentar
pintar com palavras o esquecimento de tudo o que tenho presente em mim."
Cresceste, mas continuas a poder criar novos presentes para um dia, não tentares pintares com as palavras o esquecimento, mas sim a recordação...
Pergunto-me porquê...
apesar de conhecer a resposta
Qual é a resposta?
Como disse "Cada um guarda em si as respostas... Ou as questões que não ousa fazer."
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