sábado, 11 de julho de 2009

Aqui..

Apenas aqui a teu lado sinto alguma calma no conturbado espírito que faz de mim quem sou. Sinto na tua materna sabedoria que me dizes para ter calma. Pedes-me para sorrir no sussurro do vento que por mim passa despreocupado. Consigo... Consigo aqui seguir teus conselhos sem oposição. Como continuas a conseguir parar a ansiedade que pula descontrolada nas minhas veias. Estranho como antes desprezava este lugar pelo que te fizeram. Agora dou por mim a sentir-me em casa no meio da solidão do último descanso de tantas vidas perdidas. Penso... Penso nas quantas lágrimas que teriam sido vertidas. Quantos sorrisos quantos risos ecoaram em todos os que aqui estão. Pergunto-te que será de mim. Continuo a confessar todos os meus receios. Voltas a murmurar a calma que sempre me deste. Sinto que o vento agora me toma em seus braços. Embalas-me como o fazias quando me doía algo ou chorava porque na minha infantil inconsciência do que era realmente a vida, ficava triste porque assim tinha de ser. dou por mim a sentir saudades do tempo de criança em que a lágrima fácil perante o que não gostava me acalmava. Cresci. Continuo a pensar no conforto do teu colo que me davas sem pedir. Como lias nos meus olhos todas as verdades. Como mudei tanto e a teu lado, no silêncio cúmplice de quem me conhece verdadeiramente continuo igual ao que era quando pequeno corria para teus braços.

1 Comments:

Blogger Maria, Às vezes! said...

*nostálgico... cm sempre consegue transmitir o sentimento =)

10:51 p.m.  

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