Tanto...

Pergunto-me porque escrevo. Será apenas pelo teu silêncio que me preenche e agora compreendo? Não. Acalmo o frenesim das emoções que transbordam todo o meu ser. Descarrego em tinta tudo que me passa na alma sem receio que me interpretes mal. Ou stresses por pensares que estou a pressionar. Confio. Confio-te meu ser nu desprovido da armadura que o oprime. Essa é a maior prova de confiança que te posso dar. Nada é mais sincero que o mostra-mos nós próprios assim sós e desprovidos de orgulho ou castrados pelo travão da racional razão. Todas aquelas pequenas e mais simples coisas que tudo são e muitas vezes nada aparentam ser. Descarrego na fluidez caótica da tinta, num furacão de classe dez pois as cinco existentes pouco medem milhões de ideias soltas. Descarrego não raiva. Somente emoções. Debito palavras a um ritmo incapaz de acompanhar tudo que me preenche, num fluxo incontrolável de emoções marcadas por mais de três anos de contenção vergonhosamente sofrida. A minha ansiedade em estar contigo é empolada por sentir que tanto tenho para te dizer. tantas histórias tantos momentos tanto... Tanto que me parece quase nada, pois no nada também tudo se diz e se sente quando somos verdadeiramente livres de o fazer. Toco cada uma das palavras que sentidas ganham novo sentido e renovada emotividade no papel do verdadeiro caos da vida.
Consigo encontrar pontualmente alguma paz interior. Falho. Novo surto de ideias invade-me com uma doçura bárbara. Continuo a escrever. Tento estruturar as minhas emoções... Que te contar... As minhas travessuras de criança... Ou como odiava tirar fotografias... Ou quando fiz sete ou oito anos ao sair da escola vi ao longe a minha mãe e corri para ela. Corri como se todos os males do mundo me perseguissem. Como se todas as verdades da vida estivessem ao meu alcance. De como na minha inocente ignorância de criança me senti mais rápido que o vento. Consegui. Consegui chegar ao pé dela antes do meio dia e meia do dia 21 de Março. Ou Como desejo acordar para te ver a dormir. Ou trocar o primeiro beijo ainda meio desperto entre a realidade e o sonho. Abraçar-te. Partilhar contigo o silêncio ruidoso de uma noite de tempestade na escuridão do nosso ser. Sentir o universo em uníssono em cada batida do teu coração. Como estes nadas mexem comigo. Como cada um deles deixou e deixa a sua marca indelével no ser que sou e perpetuar-se-ão enquanto o quimismo das minhas conexões neuronais insistir em funcionar para ter a sagrada Honra de contemplar o teu sorriso no meu. Posso não saber nada com certeza absoluta mas tu fazes-me sonhar.
Consigo encontrar pontualmente alguma paz interior. Falho. Novo surto de ideias invade-me com uma doçura bárbara. Continuo a escrever. Tento estruturar as minhas emoções... Que te contar... As minhas travessuras de criança... Ou como odiava tirar fotografias... Ou quando fiz sete ou oito anos ao sair da escola vi ao longe a minha mãe e corri para ela. Corri como se todos os males do mundo me perseguissem. Como se todas as verdades da vida estivessem ao meu alcance. De como na minha inocente ignorância de criança me senti mais rápido que o vento. Consegui. Consegui chegar ao pé dela antes do meio dia e meia do dia 21 de Março. Ou Como desejo acordar para te ver a dormir. Ou trocar o primeiro beijo ainda meio desperto entre a realidade e o sonho. Abraçar-te. Partilhar contigo o silêncio ruidoso de uma noite de tempestade na escuridão do nosso ser. Sentir o universo em uníssono em cada batida do teu coração. Como estes nadas mexem comigo. Como cada um deles deixou e deixa a sua marca indelével no ser que sou e perpetuar-se-ão enquanto o quimismo das minhas conexões neuronais insistir em funcionar para ter a sagrada Honra de contemplar o teu sorriso no meu. Posso não saber nada com certeza absoluta mas tu fazes-me sonhar.


2 Comments:
muito bonito... como é bom sonhar, não acha?
e como será fazer de um sonho uma realidade? talvez seja tirar a sua beleza, nada é tão perfeito como nos pensamentos, porque nada é como idealizamos, a realidade não retira cor, aroma, textura... não tem tão presente os sentidos!
Sem dúvida... No pensamento voamos na realidade caminhamos...
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