In memoriam

Interrompo este interregno neste materno dia com um sentimento de nostágica saudade. Saudades... Saudades do tempo em que pequeno ficava em teu colo protegido de tudo e todos. Do tempo em que os meus olhos de criança apenas viam o bem. Comtemplava tudo com pureza tendo a certeza, na minha pueril inocência que existia Verdade no mundo e que a maldade era apenas uma carateristica dos "homens maus".
Ahhh... a inocência... a inocência perdi... Observo o mundo que me rodeia com olhos criticos de quem é batido na realidade da vida. Verdade... Sinceridade... Honestidade... Pergunto-me... Porque partiram do espirito dos homens? Para onde foram? Teremos aberto novamente a caixa de Pandora? Só que ao invés de todos os males, com a excepção da esperança, terem descido sobre nós, tudo o que ainda havia de bom na humanidade entrou abrutamente naquela mistica caixa. Nada resta.
Perdi a inocência pela forma com que fui desfiando o novelo da minha vida. Agora resta apenas um contraditório emaranhado de nós demasiado complexos para ser encontrada a ponta mágica que tudo voltaria a compor.
Perdi-me... Escondi no mais fundo do meu ser quem sou. Selei com "palavra de honra" que não voltaria a erguer o Miguel criança.
Tenho saudades. Tenho saudades das conversas pela noite fora que se desenrolavam ao ritmo irreal de conceitos tanto abstractos como matemáticamente descritos.
Tenho Saudades de confessar os meus medos e os meus sentimentos mais profundos. Tenho saudades de ver. Tenho saudades de sentir. De sentir-me... De ser. De existir.
Suspiro... Plagio Eça de Queiroz fumando um pensativo cigarro. Observo como na ponta incadescente se desenrolam ideias... desafios... Vejo qual Deus Ateus omnisciente a maneira de ser das pessoas... Egocentricas, Teocentricas, Etnocentricas. Procupadamente despreocupadas. Responsavelmente irresponsáveis. Conscientemente inconscientes. Todas as pessoas são diametralmente opostas à verdade que exibem. Faz-me lembrar Ianus (Janus) o deus das duas caras. De alguém sincero na essência da palavra nem num remoto pensamento em sonhos a encontro.
Fui-te visitar. Onde não querias ficar. De onde fugias. Querias ser livre. Mas aprisionaram-te. Enterram o teu casulo na ultima manifestação de barbarismo que temos para com quem amamos. Acredito. Acredito que o teu ser voa livre. Quando te vi inerte na cama chorei.. Não me deste tempo para te dizer adeus... Dar um ultimo abraço... Um ultimo sorriso.... Mas na verdade tu já tinhas partido. Partiste... Procurando constantemente novas cores para pintar a tela da nova vida. Pergunto-me... Terás encontrado o verde sapo? Relembro. Relembro a busca por essa cor que ninguém nem nehuma loja conhecia. Não desististe. Continuaste a acreditar que a encontrarias. Encontras-te? Desejo mais que tudo que sim. Sinto a lembrança da minha critica cruel ao teu pintar. "Isso está mal!" "A prespectiva está toda errada!", "Só se aproveita essa árvore!". E tu... E tu ouvias-me. Pedias-me a minha opinião sem paternalismos ou amaciada. Querias a critica ferozmente arrasadora em deterimento da positiva.
Volto a lembrar os tempos de criança em que me chamavas Bóbibó e minhoca do lavradio... Nunca parava. Nunca desistia. Mas a vida muda... Eu mudei... Sinto que apenas o único aspecto positivo da tua partida foi não me veres desiludido com a vida. Mudado... Diferente... Distante... Insensivel... Por vezes frio...
Tenho Saudades... de ti... de mim.
Semper Tuo
Ad aeternum
Miguel Sequeira
Ahhh... a inocência... a inocência perdi... Observo o mundo que me rodeia com olhos criticos de quem é batido na realidade da vida. Verdade... Sinceridade... Honestidade... Pergunto-me... Porque partiram do espirito dos homens? Para onde foram? Teremos aberto novamente a caixa de Pandora? Só que ao invés de todos os males, com a excepção da esperança, terem descido sobre nós, tudo o que ainda havia de bom na humanidade entrou abrutamente naquela mistica caixa. Nada resta.
Perdi a inocência pela forma com que fui desfiando o novelo da minha vida. Agora resta apenas um contraditório emaranhado de nós demasiado complexos para ser encontrada a ponta mágica que tudo voltaria a compor.
Perdi-me... Escondi no mais fundo do meu ser quem sou. Selei com "palavra de honra" que não voltaria a erguer o Miguel criança.
Tenho saudades. Tenho saudades das conversas pela noite fora que se desenrolavam ao ritmo irreal de conceitos tanto abstractos como matemáticamente descritos.
Tenho Saudades de confessar os meus medos e os meus sentimentos mais profundos. Tenho saudades de ver. Tenho saudades de sentir. De sentir-me... De ser. De existir.
Suspiro... Plagio Eça de Queiroz fumando um pensativo cigarro. Observo como na ponta incadescente se desenrolam ideias... desafios... Vejo qual Deus Ateus omnisciente a maneira de ser das pessoas... Egocentricas, Teocentricas, Etnocentricas. Procupadamente despreocupadas. Responsavelmente irresponsáveis. Conscientemente inconscientes. Todas as pessoas são diametralmente opostas à verdade que exibem. Faz-me lembrar Ianus (Janus) o deus das duas caras. De alguém sincero na essência da palavra nem num remoto pensamento em sonhos a encontro.
Fui-te visitar. Onde não querias ficar. De onde fugias. Querias ser livre. Mas aprisionaram-te. Enterram o teu casulo na ultima manifestação de barbarismo que temos para com quem amamos. Acredito. Acredito que o teu ser voa livre. Quando te vi inerte na cama chorei.. Não me deste tempo para te dizer adeus... Dar um ultimo abraço... Um ultimo sorriso.... Mas na verdade tu já tinhas partido. Partiste... Procurando constantemente novas cores para pintar a tela da nova vida. Pergunto-me... Terás encontrado o verde sapo? Relembro. Relembro a busca por essa cor que ninguém nem nehuma loja conhecia. Não desististe. Continuaste a acreditar que a encontrarias. Encontras-te? Desejo mais que tudo que sim. Sinto a lembrança da minha critica cruel ao teu pintar. "Isso está mal!" "A prespectiva está toda errada!", "Só se aproveita essa árvore!". E tu... E tu ouvias-me. Pedias-me a minha opinião sem paternalismos ou amaciada. Querias a critica ferozmente arrasadora em deterimento da positiva.
Volto a lembrar os tempos de criança em que me chamavas Bóbibó e minhoca do lavradio... Nunca parava. Nunca desistia. Mas a vida muda... Eu mudei... Sinto que apenas o único aspecto positivo da tua partida foi não me veres desiludido com a vida. Mudado... Diferente... Distante... Insensivel... Por vezes frio...
Tenho Saudades... de ti... de mim.
Semper Tuo
Ad aeternum
Miguel Sequeira


1 Comments:
LINDO...
as suas palavras são tocantes.
gosto muito da forma como escreve.
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