Cais..
Estou rasgado pela indiferença. Estropiado pelo silêncio. Transparente. Apenas isso. Sou transparente nem a felicidade de parecer apenas translúcido e susceptível de realização. Irritado... Irado pela minha incipiente condição. Deveria eu ser indiferente ter a capacidade de ostentar o sorriso fácil da despreocupação em meu ser. Nada me atingir. Ridículo sou. Contemplo assim quem sou. Sem minimizar ou recorrer a um vulgar eufemismo. Persisto nos erros passados de achar que existe mais alguém como eu. Isolado. Único. Distante. Proscrito de uma cruel e egocêntrica existência em que a sociedade q me rodeia insiste em viver. Tenho de encontrar forcas em mim para ser indiferente ao que sinto. Soltar amarras do cais de mim próprio e aventurar-me no interminável oceano de não sentir. Talvez assim encontre a paz de espírito que ambiciono. A calma que de mim insiste em fugir. Mas ao cais de mim me encontro preso pela mais forte das correntes... A corrente do sentir que existe em mim.


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home