segunda-feira, 27 de julho de 2009

Nada..

Escuto no mar a salvação para as ideias perdidas que ardem apagadas em meu pensamento.
Rasurado se torna o seu encanto no passar de um carro perturbador. Tento arrastar meus pensamentos para lá ruído que começa a impregnar o ar com os sabores dos pedidos de descanso que busco. Penso não pensando em tudo o que penso. contradigo-me. Afasto-me no vento, que suave, transporta as minhas ideias para onde não sei se alguma vez estarei. Rasgo os horizontes do infinito. Atinjo o que procuro e o que não quero encontrar. A praia começa a encher-se e tudo o que quero e que se esvazie. Egoísta. quero a paz reinante na praia apenas para mim neste instante. Só minha. Longe de todas estas palavras vagas e insapientes, típicas de quem não ambiciona realmente ser. Risos insípidos. Sem o vital tempero da emoção, assim os escuto ecoando, recortando como a mais afiada das armas o som do meu amigo. A proximidade sinistramente intima obriga-me a escutar as conversas de circunstância que o passar na sua normal desconversação tornam obrigatórias. Pergunto-me em que pensarão a sós consigo só... em nada. Sou tomado por uma inveja pontual. Se em nada pensasse feliz estava. Mas... Com o ser que em mim habita de certeza que o meu nada por muito preenchido estaria. Em nada posso pensar porquem em mim o nada tudo é.