Palavras (Tantas)
Flutuo ao sabor das palavras que na agora virtual caneta uso materializada por um vulgar cursor que pisca de impaciência por uma ideia inspiradora. Procura à minha semelhança aquele algo que o faça lançar as palavras que ambiciona. Nada... Apenas as reticencias das ideias contidas em tantos pensamentos que me assolam. Escravo sou do pensamento. Agrilhoado a seu jugo titânico e ditatorial me encontro sujeito. Apenas penso. Mas faço-o. Arrisco o encontro com tudo que não quero ver, pensar ou sentir. Pergunto-me porque... Quando tão mais fácil seria levar uma vida insípida de cor na escuridão de um dia a dia invisual a tudo que na minha mente passa. Imune. Naturalmente imunizado de pensamento já deveria ser. Demasiado, por insensato seja este meu pensamento (que persiste em ser) errático, penso em não pensar. Penso em... Pensar... Porque insisto em pensar. Seja através de uma caneta ou um inexistente cursor fatal tentação sinto em escrever. Debitar palavras ao sabor das ideias que me vão passeando perdidas por cada ponto do meu ser impelindo meu pensamento constantemente para níveis cada vez mais elevados. Sinto esta vontade como um vicio. Viciado sou em pensar. Mas não me afasto desta funesta dependência... Procuro-a... Arraso meu ser na sua procura... Encontro-a... Mas... Mas deprimido fico com tantas ideias. Tantos sonhos. Tanto de mim que vejo desfilar na parada de meu ser e tantas e tão poucas são as palavras que tenho para as (d)escrever. Não sou nada. Apenas as palavras são quem sou!


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