sábado, 13 de março de 2010

Existirá algum saber nas palavras. Serão estas assim tão importantes? Conseguirei alguma vez ver realmente tudo o que vejo e sinto. O pensar não me condicionará? Que escrevo? Que penso? Se afirmo que escrevo sem pensar pois as palavras fluem de uma origem desconhecida para o papel, não estarei a fugir a realidade... As palavras para serem escritas seja da forma que forem, não são elas resultado de um mecanismo interno. Uma instrução? Uma ordem? Faço pairar a dúvida sobre mim... Não será tudo o que escrevo o resultado de algo inicialmente puro que foi filtrado. Terei eu a capacidade para num no instante insignificante de um nano-segundo, analisar a palavra que se solta de mim, processa-la e encontrar um sinonimo que se adapte melhor, alterando a veracidade subjacente que almejo? E esse infinitésimo de segundo? Que será? Não pode ser consciência pois não me perceptível. Será ele inconsciente? A origem? A verdade que a todos escapa? Serei Eu? Será o animal que em todos vive? Será o Ser?  A anima? Será o pensamento propriamente dito?  A alma mater? As questões percorrem-me. Que tenho escrito... O que quero? Ou o que me e ordenado? O que sinto? Ou penso? Ou o que me e permitido consciencializar? O viver somente levanta questões em mim.