quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Dies Irae

Dies Irae


Dies iræ! dies illa
Solvet sæclum in favilla
Teste David cum Sibylla!


Quantus tremor est futurus,
quando judex est venturus,
cuncta stricte discussurus!


Tuba mirum spargens sonum
per sepulchra regionum,
coget omnes ante thronum.


Mors stupebit et natura,
cum resurget creatura,
judicanti responsura.


Liber scriptus proferetur,
in quo totum continetur,
unde mundus judicetur.


Judex ergo cum sedebit,
quidquid latet apparebit:
nil inultum remanebit.


Quid sum miser tunc dicturus?
Quem patronum rogaturus,
cum vix justus sit securus?


Rex tremendæ majestatis,
qui salvandos salvas gratis,
salva me, fons pietatis.


Recordare, Jesu pie,
quod sum causa tuæ viæ:
ne me perdas illa die.


Quærens me, sedisti lassus:
redemisti Crucem passus:
tantus labor non sit cassus.


Juste judex ultionis,
donum fac remissionis
ante diem rationis.


Ingemisco, tamquam reus:
culpa rubet vultus meus:
supplicanti parce, Deus.


Qui Mariam absolvisti,
et latronem exaudisti,
mihi quoque spem dedisti.


Preces meæ non sunt dignæ:
sed tu bonus fac benigne,
ne perenni cremer igne.


Inter oves locum præsta,
et ab hædis me sequestra,
statuens in parte dextra.


Confutatis maledictis,
flammis acribus addictis:
voca me cum benedictis.


Oro supplex et acclinis,
cor contritum quasi cinis:
gere curam mei finis.


Lacrimosa dies illa,
qua resurget ex favilla
judicandus homo reus.


Huic ergo parce, Deus:
Pie Jesu Domine,
dona eis requiem. Amen.


Tradução - Para visualizar a tradução seleccione o espaço abaixo.

Dies Irae

Dia da Ira, aquele dia
Em que os séculos se desfarão em cinzas,
Testemunham David e Sibila!


Quanto terror é futuro,
quando o Juiz vier,
para julgar a todos irrestritamente !


A trombeta, espalha o poderoso som
pela região dos sepulcros,
convocando todos ao Trono.


A morte e a natureza se aterrorizam,
ao ressurgir a criatura,
para responder ao Juiz.


o Livro escrito aparecerá,
em que tudo há,
em que o mundo será julgado.


Quando o Juiz se assentar,
o oculto se revelará,
nada haverá sem castigo !


Que direi eu, pobre miserável ?
A que Paráclito rogarei,
quando só justos estão seguros ?


Rei, tremenda Majestade,
que ao salvar, salva pela Graça,
salva-me, fonte Piedosa.


Lembre-se, piedoso Jesus,
que sou a causa de tua Via;
não me perca nesse dia.


Resgatando-me, sentiste fadiga,
me redimiste sofrendo a Cruz,
Tanto trabalho que não seja em vão.


Juiz Justo da Vingança Divina,
Dá-me a remissão dos meus pecados,
antes do dia Final.


Clamo, como condenado,
a culpa enrubesce meu semblante
suplico a Ti, ó Deus


Ao que perdoou a Madalena,
e ouviu à súplica do ladrão,
Dá-me também esperança.


Minha oração é indigna,
mas, pela sua Bondade atuas,
Não deixe-me perecer incinerado no Fogo Eterno.


Coloque-me com as ovelhas
Separe-me dos cabritos,
Ponha-me em sua Destra


Condena os malditos,
lance-os nas chamas famintas,
Chama-me aos benditos.


Oro-te, rogo a Ti de joelhos,
com o coração contrito em cinzas,
cuide do meu fim.


Lacrimoso aquele dia,
no qual, das cinzas ressurgirá,
para ser julgado o homem réu.


Perdoe-os, Senhor Deus
Piedoso Senhor Jesus,
Dá-lhes descanso, Amém!