sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rever

Tenho saudades do Verão e do calor. Do calor húmido. Do calor seco. Do calor. Agora apenas o sol resta qual reminiscência da estacão ida. Quando olho para o horizonte relembro os fins de dia onde o céu parecia estar em chamas anunciando a promessa assegurada de um dia vindouro também quente. Tal era o ardor com que o sol se expunha que se sentia no próprio ar uma omnipresente e inatingível sensação de densidade como se por magia tivesse adquirido consistência de um líquido traindo seu aéreo sentido de ser. As memórias do conforto tépido percorrem agora meu espírito que se encontra enregelado. Avalio as hipóteses que se prefiguram plausíveis, excluindo a partida todas as que envolvam clamar por uma mudança de tempo. Penso como seria agradável hibernar. Baixar o meu nível metabólico para um patamar quase imedível, reduzir os batimentos e dormitar todo um inverno que pretendo ser breve.