Diluir
Amanheço mais uma vez na praia vazia de mil sons etéreos preenchida. Deitado na areia escuto o grito de liberdade contido no odor do sol nascente. Gélido desconforto de satisfação plena em mim faz vibrar todos os pontos do meu corpo num tremor torpe de frio condensado. Na bruma densa diluo meus pensamentos matinais de uma ausência por mim não decidida. Ahhh... Nestes poucos momentos de desconforto total, sinto-me vivo. No paradoxo do meu ser maior procuro no desconforto e no desagradável experimentar sensações que me escapam. Como odeio o frio, no entanto, nesse elemento disruptivo do meu bem-estar sinto mil estímulos indescritíveis. Meu pensamento deambula por nas novas vivencias sensoriais com uma ânsia indescritível, como se uma fome insaciável o habitasse. Corro o risco de passar por diferente... Problemático... Estranho... Mas... Não estranho... Critico... Critico que por medo não tenta... Não faz... Não sente... Não sonha... Quem por medo morre não vivendo.


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