Ilusão
Não quero mais contemplar ilusões de palavras feitas. Calo meu pensamento que eternamente persiste num divagar errante pelas veredas dos sonhos que não quer esquecer. Em esforço procuro na biblioteca da minha vivência vestígios, onde nos compêndios do meu imaginário penso talvez encontrar um sucedâneo que anestesie a vontade etérea que me preenche. Algo que focalize o ser em outras coisas que nada sejam pela sua insignificante importância mas que consiga expurgar meu sentir de quem eu quero bem. Talvez me minta. Talvez crie, para meu temor, uma nova ilusão que inocentada inocente culpa, inconsequente viva em mim, por mim, meu sonhos. Não quero desligar meu pensamento ate porque Já me consciencializei dessa impossibilidade tão almejada. Viverei enquanto pensar. Existirei enquanto sentir. Pois meu pensamento e meu sentir são um único ser vivente. Respiram numa cadência uníssona imperturbável. A perda de um implica o desaparecimento funesto do outro. Coabitam a mesma realidade espaço temporal do meu ser.


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