reflexão
Fecho o estore completamente. Apago as luzes. Nem uma réstia ínfima de luz, por muito imaculada que seja, permito que invada o meu espaço neste instante. Coloco algo "clássico" em reprodução... Tento inspirar o silêncio que se esconde por trás da musica bem baixa, que no limiar do inaudível marca a sua presença, numa conspiração premeditada. Tento esquecer o pensamento, pensando em tudo que não tenho pensado ultimamente. Medito em todas as ideias que me desafiaram a vontade de escrever que numa apática recusa, evitei esculpir no papel branco que normalmente me acompanha. Se todas materializadas fossem, incontáveis folhas estariam agora jogadas no canto da reflexão. Ou através do Eu Mesmo anonimamente publicadas neste blog. Ou rasgadas por não atingirem através do caminho designado o ponto que lhes ambicionei. Questiono-me quais serão as mais importantes... As que acabam bináriamente expostas ou as que rasgo... quais serão as que mais me dizem... Não posso sentir arrependimento por algo que num determinado instante me pareceu correcto. Destruí por achar que longe iriam, que tomariam como suas as asas do meu pensamento e fariam voar para onde desejava. Depositei nessas palavras a esperança de ir mais além de mim, que com elas conseguiria quebrar ciclos, correntes e pensamentos. Que... Que agora vejo como cobardemente destruí parte de mim.


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