Reviver
Vejo... Observo mais um por de sol que me escapa na insistência de um dia perdido em torno de algo que não me identifica. Procuro a liberdade... Ou a raiva... Não me enaltece o pensamento... Afunda-me elevando para um tom de superficialidade meditativa nas profundezas das horas exaladas sem sentido. Invejo a presença do vento que não sinto... Consumido pelos odores não posso ouvir olho para a pressa das horas que permanecem fieis ao seu caminhar... Ocupo-me o mais que posso... Tento levar todas as possíveis situações até às ultimas consequências, mesmo sabendo da previsível inconsequência... Mais uns segundos ganhos... Quero a luz quente que definha na proibição que os meus olhos tem em poder saboreá-la... Quero a escuridão do silêncio... Quero que o sol e a lua se misturem numa noite diurna. Quero um tom negro policromático... Ou mil cores variadas tingidas de negro... Quero a contradição... Quero o oposto. Quero... Quero olhar para la dos sinais... Perder-me no vento... Diluir-me no verde que preenche os campos secos de um calor que assume já sons de verão. Quero ser invadido por uma calor frio... quente... Quero desprezar todo o querer... Quero perder o rasto ao futuro em cada instante passado em mim.
Repenso...
Sinto em mim uma gota de passividade a afogar o lume interminável de raiva que me consome... Alimentado esta meu espirito pela respiração calma... Hesito... Revejo... Não leio. Esqueço o que senti... Despeço-me da sanidade num riso demorado. Renego o viver consciente. Quero ser somente os sonhos que esqueci. Aceitar. Nunca. Negar? Nada tenho em mim. De nada temo. Acordo com o fantasma de um sorriso... O toque suave do solstício... Que distante vive inscrito no por do sol que ilumina a noite em mim...


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