sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Renego

Renego o querer. Abstenho o pensamento. Reescrevo as palavras que flutuam, diluídas na neblina matinal existente, ao sabor da aragem que corre branda, como que pedindo perdão pelos erros que me atormentam. Esquecido, o sol cala seu canto matinal permanecendo mudo em complacência. Não mais quero o conforto. Não mais quero o bem estar pois passeio agora nas letras perdidas das palavras pintadas de uma folha em branco vazia de ideias em busca de mim. As palavras que perdi guardam o odor suave da terra que ressequida foi abraçada por uma chuva tépida redentora. E agora essa a minha batalha. Voltar a escrever. Voltar a descrever. Voltar a ser.