domingo, 25 de outubro de 2009

Apartado

Porque escrevo? Catarse? Espiar meus pecados? Desabafar meus desencontros? Carpir minhas magoas? Purgar a escuridão de soturno pensamento? Para que. Não sinto a paz que sentia. Pontualmente, reconheço que encontro paz no sono quando não sonho. Apenas quando não sonho... Apenas quando à dormência da inconsciência entrego meu ser consigo encontrar a paz almejada. Em modo vigil a pax primordial transpira de mim incontrolável... Não consigo conter a sua fuga... Saudades tenho agora do tempo em nas palavras reencontrava o que perdia no dia a dia. Encontrava alguém que julgava perdido. Encontrava-me.... Presente.... Sorridente... Por muito que peca... As palavras perderam o encantamento que em mim provocavam. O vicio... O vicio que sentia em escrever mais e mais porque em cada letra em cada palavra em cada frase redescobria-me... Revia o eu mesmo salvador. Encontrava sentido a tudo o que não faz sentido. Encontrava o norte... Ou o sul... A matéria primordial dos quais o pensamento e feito. Encontra os tons a preto e branco, friamente calorosos, com os quais pintamos a vida. Agora... Agora nada mais encontro que um caminho que desconheço. Circulo vagamente sem mapa ou pontos de referencia na escuridão do meu ser... Agora ando apartado de mim no interior da minha ausência.