domingo, 25 de outubro de 2009

Acreditar

Olvidado andava da sensação de ser invisível. No meu esquecimento inconsciente a consciência da inexistência andou solta no vento de uma miragem que apenas agora assentou no meu ser instigando queda súbita da realidade a que estou sujeito. Passo de forma despercebida qual uma simples folha amarela numa árvore de verde resplandecente. Aguardo que os vendavais de Outono, que insistem em tardar, me levem... Me façam voar para longe da árvore onde não encontro descanso. Sinto em mim a necessidade de mudar de vida. Mudar de estilo... De lugar... De cidade. De mim. Cansei-me. Estou fora de fase comigo próprio, como se de súbito o tudo que faz de mim quem sou se tivesse diluído, sobrando qual resquício ressequido, a insatisfação, a raiva o cansaço puro. Neste momento as minhas palavras pedem chuva. Clamam pelas gotas salvadoras que não me atingem... Preciso de lavar o espírito. Preciso de rever as minhas ideias e atitudes. Preciso de me perder de mim no entanto sinto o peso da cobardia. Sinto em mim a incapacidade de mudar. A incapacidade de acreditar nas pessoas pelo simples beneficio da duvida tolda meus sentidos nada fazendo sentido. Continuo... Já nem sei bem porque a acreditar em algumas (raras) pessoas... Apenas começo a não acreditar em mim.