Palavras Sem Data II
IX
Pareces cansada... Sem brilho... Que tens? Que aconteceu? Parece que o sol deixou de brilhar sobre ti...Como se a lua se tivesse olvidado da tua existência... O vento já não te abraça... Precisas de alguma coisa? Na minha cobardia lanço nas palavras o que não consigo te perguntar... O que me escapa e gostava de saber... Não sou curioso... Talvez um pouco, roçando o muito... Mas preocupado sempre... Algo stressado até... muito. Mas no bom sentido. Arrasa-me ver-te assim esquecida de ti... Culpo-me... Se talvez contigo falasse te sentisses melhor... Talvez conseguisse animar... Talvez em teus lábios fosse lançada a semente de um sorriso... Mesmo que ténue... Subtil... Mesmo que passageiro. Algo que te afaste das ideias ou do sentir que mutila o teu sorriso divinal... Sinto-me triste com a tua aparente tristeza. sinto-me Impotente... Incapaz... Miserável. Porque a tristeza não é um objecto que possa ser passado de mão em mão? Porque não posso carregar esse peso por ti? Que injuta é a realidade quando em tua face não vislumbro a dinvidade que me apaixona. Não me sinto em mim sem ver um sorriso em ti.
X
Quantas horas passas dentro do teu carro? como consegues te apartar assim? mas... pelo menos quando entro consigo te ver. consigo saber que estás aparentemente bem... preocupas-me... vejo-te como prisioneira de algo. de ti... conjectura insana bem sei... mas esteve um dia lindo. o sol estava magnifico, como se te quisesse brindar com toda a sua glória. como se a sua razão de ser fosse a minha... a tua... gostava de te tirar do carro e mo meio de toda aquela agitação pedir-te que fechasses os olhos e pensasses como sentias o sol quando eras criança... ainda te lembras? preocupa-me esse afastamento em ti.
Quantas horas passas dentro do teu carro? como consegues te apartar assim? mas... pelo menos quando entro consigo te ver. consigo saber que estás aparentemente bem... preocupas-me... vejo-te como prisioneira de algo. de ti... conjectura insana bem sei... mas esteve um dia lindo. o sol estava magnifico, como se te quisesse brindar com toda a sua glória. como se a sua razão de ser fosse a minha... a tua... gostava de te tirar do carro e mo meio de toda aquela agitação pedir-te que fechasses os olhos e pensasses como sentias o sol quando eras criança... ainda te lembras? preocupa-me esse afastamento em ti.
XI
És a minha terra... A minha agua... O meu fogo... O meu ar.... Tornas reais os quatro elementos que voam divergentes. Consegues com a tua presença condensa-los num sorriso... Num olhar... Fundes os segundos num instante que curto toma a dimensão do horizonte longínquo do meu ser.
XII
Pinto o vento com o teu nome... Os sussurros que nele escuto vêm plenos da tua voz... Do teu encanto... De ti... Tudo me parece desnecessário... Superfulo... Inútil... Limitado... Alimento meu ser no teu sorriso, mesmo sabendo que não é meu... Alimento a minha paz na candura imaculada da tua voz. Porque não te digo isso? Porque me calo? Cobarde deves pensar... Talvez o seja... Mas mesmo na cobardia de calar o que sinto mostro a coragem em senti-lo. Em vive-lo... Não te posso dar todo o meu ser neste momento... Sou cativo da mentira ímpia... Da fraude suja que me conspurca o espírito... Estou preso as lágrimas, que mesmo as reconhecendo como falsas, fazem-me transpirar a culpa que não tenho. Vivo no algures entre o inferno da mentira e o céu do dos sonhos que em ti vejo reflectidos... Como pode compreender o incompreensível... Como? Como posso querer que acredites em mim se tudo parece demasiado irreal? Como te posso contar isto? Como? Como me olharias? Como um monstro? Alguém sem pinga de escrúpulos? Maquiavélico? Compreendes agora porque calo?... porque me remeto a tortura deste silencio que me desconcentra? Arrasa? Destrói?... Mas ao admirar-te elevo-me... Sinto-me... Sou... Eu... Vejo em ti os reflexos que julgava perdidos da felicidade em mim.


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home