Generalizo
Generalizo. Tomo como verdades algo que carece em mim de confirmação. Purga. Fuga infinita terminada à partida. Irrequieto vivo. Sobrevivo no presente entre imagens do passado contidas em dois álbuns de natureza diferente. O que vivi e o que gostaria de ter vivido. Condenso em ambos a ambição desmedida contida numa metafórica bolha de ar pelo vidro cercada. Mera imperfeição ou verdadeiramente única constatação de ambição. Confronto ambos na realidade imprópria de uma ilusão real que me consome na realidade ilusória em que vivo. Não escrevo. Escrevo. Elevo-me na batalha entre o conforto e a escrita onde todas as palavras são demasiado impessoais e bombardeiam com seu significante à verdade oposta do meu significado. Cedo ao vício. Inevitável como o despertar que assume no novo dia a trivial omissão do sorriso em mim.


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