Funcional
Desprezo a complacência lívida da cegueira pragmática auto-imposta. Odeio-a. Assumo a frontalidade da opinião elevando-a ao confronto sem tréguas. Quezilento... Orgulhoso... Belicoso.... Compreensivo apenas na verdade que vejo (d)escrita no rosto de cada um. Mas... Mas também sou cego. Sofro de cegueira pueril. Em tantas coisas intransigente, revelo a cobardia funcional do não aceitar o óbvio, recorrendo a todos os artifícios que me permitam eclipsar a verdade no brilho da esperança. Em epifânias momentâneas de consciência vejo bem para la do horizonte da fotografia imaginaria que teimo em colocar diante da visão do meu ser. . Disforme. Disruptivo. Diferente. Distante. Nestes instantes em tudo se revela sórdido, ergo o queixo, fechado de um sorriso que insiste em deixar plantada a sua semente na aridez do meu ser. Numa sindicância sem quartel que vejo? Que caminho sigo? O que impossível, numa fotografia da mente, persisto em seguir? Ou toda a realidade que pontualmente encontro diante de mim.


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