O REGRESSO AO PALCO
A minha magia desvanece-se. Numa hora os dados da vida foram lançados… para o melhor ou pior. Os deuses impávidos e serenos em seus assentos, apostando distantes em mais um jogo que na arena da vida se desenrolava (desenrola) . Agora ao palco da vida subo para mais uma temporada de aplausos com um sorriso que não me pertence na minha face. Todos somos actores e desenvolvemos o nosso papel. O meu está em stand-by aguardando que o guião seja actualizado, para que eu então possa actuar. Sou mau actor baixo os olhos ao palco contemplo o chão que piso, tomo-o como meu companheiro, meu confidente secreto neste jogo. Já não consigo contemplar a beleza de uma flor ou o chilrear de um pássaro pois a alegria que transmitem esbarra na couraça da minha infelicidade, deixando-me totalmente indiferente ao seu apelo, pela cega surdez que este anestesiante sentimento em mim provoca.


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