Deriva...

Estou à deriva numa nova tempestade. Perdido entre as vagas da felicidade e da resignação. Olho para ti, mas baixo os olhos com vergonha. Não sou digno do previlégio de olhar em teus olhos e absover-me nos teus pensamentos. Triste ser sou eu. Resignado. À deriva deste sentir navego, as velas, outrora desfraldadas pela brisa da felicidade, sinto-as rasgadas pela tempestade que me assola o espirito. Perdi o norte, o céu nublado pela minha inconsistente mediocridade não me deixa ver as estrelas. À minha bussula arraquei a agulha salvadora da alma. "Apenas" vislumbro pontualmente a calmaria da tua presença simultaneamente presente e distante. Deleito-me com sonhos. Só me resta sonhar. Atiro meu corpo à tempestade, procuro afogar-me nas vagas que me arrastam em todas as direcções. Sinto a sua violência contra o meu corpo e minha mente. Sinto as minhas emoções despedaçarem-se contra os rochedos da minha falta de coragem. Fecho os olhos. Sonho. E no meio de tanta confusão e contradição tenho paz. Tenho paz porque sonho. Contigo.


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