sábado, 20 de dezembro de 2008

AFINAL...

Perpetua-se a situação. As minhas análises indicam que a minha saúde está boa. Pois… o problema que me assola não é físico. As emoções que de mim brotam é que me afectam o corpo. Pelo menos já não vomito, mas continuo a perder peso, nem coragem tenho para me pesar. De certeza que estou com menos de 60 Kg. Paciência não é nada que eu já não tenha visto, mas reviver é morrer duas vezes.

Porquê? Porque razão na minha vida as situações repetem-se constantemente? É sempre assim. Estarei destinado ao encontro na certeza do desencontro? Estarei eu fadado a nunca ser feliz? Ou será que algo superior decidiu em sorte que assim seria? Mas desta vez é pior. Já me disseram que devemos ser egoístas e nunca dar mais de metade do que nos dão a nós mas… não consigo. Eu amo-a em segredo mais do que qualquer outra coisa, seria capaz de tudo por ela sem pensar duas vezes ou sem qualquer tipo de hesitação e faria isto com um sorriso nos lábios.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

PROCURO

procuro num universo de palavras aquelas que me descrevem, e por mais que eu busque e pense o meu ser permanece vazio. Tento, em vão, estabilizar o meu pensamento, encontrar um ponto de apoio, uma fundação a partir da qual me consiga reconstruir lentamente, me reencontrar sem ser num pesadelo de dor e miserável infelicidade.
É verdade. Sinto-me perfeitamente destruído, por este sentimento derrotista. Pelo menos posso dize-lo abertamente. Ergo então em derradeiro esforço os olhos aos céus e clamo por justiça. Peço com a sonoridade do sincero silêncio dos meus sentimentos que os deuses iluminem a escuridão que em mim habita. Quando divina intervenção clamo, a minha ansiedade diminui, sentido um certo conforto, como se me dissessem em segredo ao ouvido que tudo se irá compor. Pergunto-me se será justa tal provação? Como resposta temo que seja que todos temos de enfrentar os nossos medos mais profundos.

O meu não é a morte. O meu medo maior é viver sem a sua presença a meu lado, e esse vivo-o todos os dias na incerta esperança de um amanhã mais animador.