Solidão
Sinto-me só. Muito só. A solidão interior que sinto é imensa. Trabalho rodeado de pessoas mas sinto-me só. Incompleto e imperfeito. Só. Ás vezes só me apetece gritar. Melhor fugir gritando. É estranho mas sinto que falta tudo em mim. Sinto-me diferente. Sinto-me estranho… muito estranho. Parece que já não sou quem sempre fui. Mudei. Será? Estarei num universo paralelo. O universo onde se reúnem todos os meus pesadelos. Mas com o melhor dos sonhos à distância de um olhar. Isso explicava tudo o que me tem acontecido. Ambiciono acordar e constatar que afinal tudo não passou de um pesadelo, mas… (sempre este mas) todos os dias acordo e nada mudou.
Sou um proscrito da Felicidade. Ao nascer a distribuição da “sorte” a parte que me coube foi madrasta. “Não serás feliz”. Penso que terá sido esse o destino que me foi atribuído. Assim eternamente condenado fiquei a apaixonar-me e desiludir-me. Desiludido? Não! Não encontro palavras que correctamente descrevam em toda a amplitude o que sinto. Nenhuma apresenta a grandeza e tão pouco quantifica ou consegue balizar o que me vai na alma. Sinto que a traio não tendo qualquer relação com ela que não seja ama-la em segredo. Escorraçado fui do Éden em que podia viver por cobardia própria. Contemplo, revisito, revivo o que sempre vivi. Vivo num palco rotativo entre a alegria e a tristeza. Binária existência para uns talvez demasiado simplista e incorrecta para outros.
É caricato quando se diz que amar é fazer da felicidade do outro a nossa felicidade. Se procuram a felicidade em mim porque não me sinto eu feliz? Porque escondo o que sinto. Porque simultaneamente a procuro e a evito. Porque não me confronto ou a confronto com o que sinto. Se assim regisse a minha vida muito possivelmente em idílica felicidade agora viveria., não seria um amarelado papel, desgastado pelo tempo e corroído pelos elementos da minha (sobre)vivência.
Sou um proscrito da Felicidade. Ao nascer a distribuição da “sorte” a parte que me coube foi madrasta. “Não serás feliz”. Penso que terá sido esse o destino que me foi atribuído. Assim eternamente condenado fiquei a apaixonar-me e desiludir-me. Desiludido? Não! Não encontro palavras que correctamente descrevam em toda a amplitude o que sinto. Nenhuma apresenta a grandeza e tão pouco quantifica ou consegue balizar o que me vai na alma. Sinto que a traio não tendo qualquer relação com ela que não seja ama-la em segredo. Escorraçado fui do Éden em que podia viver por cobardia própria. Contemplo, revisito, revivo o que sempre vivi. Vivo num palco rotativo entre a alegria e a tristeza. Binária existência para uns talvez demasiado simplista e incorrecta para outros.
É caricato quando se diz que amar é fazer da felicidade do outro a nossa felicidade. Se procuram a felicidade em mim porque não me sinto eu feliz? Porque escondo o que sinto. Porque simultaneamente a procuro e a evito. Porque não me confronto ou a confronto com o que sinto. Se assim regisse a minha vida muito possivelmente em idílica felicidade agora viveria., não seria um amarelado papel, desgastado pelo tempo e corroído pelos elementos da minha (sobre)vivência.

