sexta-feira, 25 de maio de 2007

Mea Culpa


Não sou um supra sumo, ou um anjo caído, que em terrena matéria se transformou. Tenho culpas! Muitas! Sempre fui fiel e apaixonado (ainda sou por quem numa vergonha cobarde não ouso dizer). As minhas culpas são apenas ser honesto e sincero, mas escondo também um lado obscuro que tento controlar. Sou inseguro. Muito inseguro mesmo. Deveria ter mais consideração pela minha pessoa, ou por outras palavras deveria ter-me em mais conta. É difícil contrariar esta tendência. É sempre mais fácil apontar o dedo às outras pessoas se isso for o sentimento da “manada”, visto que se contra o grupo formos, proscritos também seremos. Logo torna-se uma luta entre a aceitação de alguém e a nossa própria aceitação. A escolha é óbvia. O elo mais fraco da corrente humana serão sempre os outros.
É costume culpar a sociedade pelo nosso fracasso como indivíduos. “Não sou bom nem mau, nem bem nem mal educado, sou apenas o resultado do meio em que fui criado. Talvez estas palavras dêem alguma paz de espírito ao comum dos mortais, mas eu responsabilizo grande parte a mim próprio. Devemos todos ter a capacidade perceptiva de conseguir separar “o trigo do joio”, à semelhança da capacidade que temos de discernir o bem do mal. Dessa forma tornei-me uma espécie de Dr. jeckilh e Mr. Hide. Não tenho dupla personalidade, nem sou agressivo por natureza, mas se por um lado tenho qualidades estas são em parte obliteradas pelos meus defeitos. Gostava de poder emendar tudo o que de errado fiz mostrando que posso mudar dando uma verdadeira felicidade. Penso que já não vou a tempo. Mas ainda sinto o bater da esperança em meu peito. Rogo aos céus que me concedam essa graça, essa tão desejada bênção. Não professo qualquer tipo de religião, mas vejo-me a falar com Deus regularmente, e por incrível que possa parecer até tenho ido à igreja. Consigo sentir alguma paz interior, uma acalmia no temporal emocional que no meu ser persiste. Não é um temporal é um furacão de força máxima que me assola o espírito. Nestas minhas eclesiásticas incursões, converso com Deus, oiço uma voz interior que me diz para ter calma. Será verdade? Não sei! Dizem que apenas o grau de sucesso separa a genialidade da loucura. Se sucesso não tenho, isso só poderá significar que sou louco? Sou! Sou louco por alguém. Aguardo, controlado pela acalmia… aguardo… desespero!!! Desespero pelo seu sorriso no meu. Desespero pelo seu olhar no meu. Tenho de ter forças para quebrar as correntes do jugo que me oprime. Tenho de conseguir encontrar O caminho.