sexta-feira, 30 de junho de 2006

POEMAS

Peço, suplicando, a Vénus, que me indique o caminho que devo seguir para reconquistar o sentimento que outrora foi meu.
Mas a venusiana deusa do alto do seu sentir apenas iluminou o meu ser com poesia.

Nada de mais.
Apenas alguns sentimentos
que neste virtual mundo escrevo,
com ou sem lamentos
muita ou pouca rima
os subscrevo.




Mil ideias
Em meus anestesiados sentidos
(correm)
Por tantos serem
Minha sonolenta razão
Completamente preenchem
Eu
Tu
Nós
Juntos ou separados
Será realidade
Tal não poderá ser
Cronos não pode querer
Ver dois únicos destinos apartados




Quem sou?
Quem és?
Tal partida a vida
Nos pregou
Sem querer querendo
Nosso ser apaixonou
Numa união perfeita
Que resistirá à má sorte
Apenas colhida pela morte
Sem ser desfeita
Deixando a palavra paixão
Em lamento e sofridão
Para sempre insatisfeita


O Amor
Não é paixão
O amor é compreender
O amor é calmo
O amor é seguro
O amor é apoiar
O amor é ouvir
O amor é amizade
A união de tantos sentimentos
Conduz à felicidade
Mas…
Quem tal confusão
Não tentar entender
Perderá a razão
Acabando por perder
O sentir da emoção

Procuro!!!
Procuro constantemente
(encontrar-me)
Num universo de palavras
(sensações)
Que me fazem ser quem sou
Vi o mal que no mundo habita
Vi perder a alegria
De mim acabei por partir
Para nunca voltar
Para nunca sonhar
Ser feliz é uma aventura
Que em meu coração
Não perdura
Mas uma flor
De seu nome fugidia
Pôs termo à dor
Deu brilho à minha vida



Voltei
Sentir-te em meus braços
Num terno momento
Minha cabeça em teu regaço
Faço parar o tempo
Que
Assim congelado
Para em minha memória
(perpétuar)
Este doce instante
Sinto o amor em sua glória
Regressa a temperança
De dois seres diferentes
Que voltaram a ter esperança
De juntos percorrer
Na verdade do amar
Em seu uno caminho
A felicidade renascer

terça-feira, 20 de junho de 2006

Contradição???



Impossivel contradição? A minha tristeza colidiu abrutamente com uma alegria interior indescritível. Sinto que o mais obscuro e recondito ponto do meu ser foi ilumindado por um sol colossal que desceu à terra. Até hoje as pessoas pareciam-me iguais. Vultos sem rosto, sem identidade. Meras sombras que pontualmente cruzam o meu olhar que apenas vinham dar razão a um sentir. Mas... Bem... Como dizer. Sinto-me um paradoxo vivo. Como se na mais escura penumbra existisse a mais brilhante das luzes. Quem é ela? Veio trabalhar para o mesmo edicicio. Tem uma voz da Deusa da Verdade. Um sorriso desconfiado de criança. Só de pensar em como gozava por vir um novo serviço... Castigo? Quando a vejo sinto uma calma e paz que não senti nunca, sinto uma dormência contrária ao que sentia até aqui. Como se o núcleo interior da terra tivesse por milagre da fisica ramificado dentro de mim. Quem é? Encarnação de Venús? Amor? Sinto-me vivo! Como? Como é possivel que sofrendo sinta tal incompatibilidade lógica. É irracional. Não é possivel que estando a sofrer sinta o que sinto quando a vejo. O Sol não a ilumina, pois o astro rei e demasiado plebeu para tal. Vejo o brilho que ela emana. Sinto os meus olhos toldados por felizes lágrimas da cegueira que em mim provoca.